É dor ou medo da dor?

12:08

Olá, olá, olá! Bom dia, boa tarde, boa noite!
Tudo certinho por aí?
Esses dias sofri um pequeno acidente doméstico: decepei um pedaço da unha, e do dedo, com um mandolim. Você sabe o que e?
Mandolim é um fatiador de legumes manual. Parece tão inofensivo mas, acredite em mim, não é.

Esse é 'o troço' assassino.

Passado o susto inicial de ver todo aquele sangue saindo de mim e o buraco que ficou no meio da minha unha, fiquei na dúvida entre ir ou não à emergência.
Mas, depois de comer, pensei que era melhor ver um médico para me orientar sobre o que fazer. Afinal, não e todo dia que você perde a unha com um pedaço do dedo.
Chegando ao médico fiquei assustada com o tratamento recebido, tamanha foi a atenção que a atendente teve comigo. Foi então que me dei conta de que a coisa estava feia.
A médica me encaminhou para um cirurgião, que fez um 'meio' curativo (porque não parava de sangrar e ele achou melhor não dar pontos, pois a recuperação se tornaria mais lenta e mais dolorida) e me mandou continuar fazendo curativos em casa e ter paciência. 
Daí chego ao post. 

Terça feira, quando fui fazer o primeiro curativo, percebi que a gaze que ele tinha colocado estava completamente grudada. E agora? Como tirar? Existem várias formas de tirar, decidi fazer a que o médico sugeriu. Mas na hora de puxar a gaze confesso que fiquei com muito medo.

Medo de doer e de sangrar tudo de novo.
A verdade e que nem estava doendo tanto. Nada que não fosse completamente suportável. Mas por medo eu me recusava a puxar a gaze.
Fiquei nessa luta por mais de uma hora. E, no fim tive mesmo que tirar tudo e nem doeu tanto. Confesso que doeu bem menos do que uma cólica menstrual.

             


Fiquei pensando em quantas vezes o medo nos priva de viver.
Muitas vezes temos tanto medo de alguma coisa dar errado que nem tentamos.
Temos medo de fracassar e por isso nem começamos.
Temos medo de sofrer e evitamos amar.
Temos medo de traição e não nos permitimos fazer novas amizades.
Temos medo de morrer e por isso não vivemos.

Temos medo do novo, medo do inesperado, medo das mudanças.
Temos medo de tudo e medo de ter medo. E, ao mesmo tempo, temos medo de não ter medo o suficiente.

Temos medo da dor, que nem sabemos se vamos sentir.
Medo de sermos julgados, apontados, de parecer ridículos.
São tantos medos que muitas vezes ficamos paralisados.

O medo é uma coisa positiva, pois é um sinal enviado pelo subconsciente de que estamos em perigo. Deixa o corpo em estado de alerta, isso libera os hormônios do extresse: adrenalina e cortizol, que nos preparam para lutar ou fugir. Falando fisiologicamente.
Mas quando esse medo nos paralisa, deixa de ser uma coisa positiva.

Eu termino esse post dizendo: não tenha medo de viver, de arriscar, de sofrer.
Não tenha medo de sentir dor, pois muitas vezes a dor só existe na nossa cabeça.
O meu pequeno acidente me mostrou isso.
Não tenha medo de mudar o rumo, se achar que está indo para o lugar errado ou se não estiver satisfeito onde está.
Arrisque mais, corra atrás dos seus sonhos. Tente até dar certo. Acredite que é possível.
Vamos viver a vida o melhor que pudermos, pois ela passa muito rápido.
Tenha medo, muito medo, de ser infeliz; de viver frustrado; de não tentar. Esse é um medo que vale a pena ter.
Se é fácil? Claro que não!

Sim, todos esses conselhos são para mim também, pois muitas vezes me vejo com medo de arriscar, de fracassar, de sofrer...
Vamos tentar deixar o medo apenas ocupar o papel que lhe cabe: nos preparar para lutar ou fugir.
Boa sorte para nós.
Um grande beijo,
Jane Leandro. 




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2 comentários

  1. Saudações Jane! CARACA.... eu sei bem o que é esse lance de medo!!! Adorei sua postagem, ela ilustrou bem muitos sentimentos conflitantes! E cá entre nós.. deve ter sido bem desagradavel a dor! Estás melhor agora? Beijos e abraços!

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    Respostas
    1. Acredita que não senti nenhuma dor? Só mesmo na hora que o médico foi fazer o curativo e tentou fazer o sangue coagular.
      Estou quase bem, agora falta pouco.
      Obrigada pela visita e carinho de sempre.
      Um grande beijo.

      Excluir

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